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Divulgação
Irmão mais novo vive na cola do mais velho. Depois de a primogênita
Sandy externar sua porção devassa, é a vez de Junior revelar
outra face de sua personalidade: seu lado nerd, com o Dexterz.
No grupo, dedicado à música eletrônica, o caçula deixa para
trás o rock de sua ex-banda, Nove Mil Anjos.
"O nome é por conta do desenho animado ('O Laboratório de Dexter') e também de
um seriado de TV, que têm personagens vinculados à coisa geek
(gíria para pessoas obcecadas por tecnologia), bem nerd. O projeto
é muito tecnológico, high tech, e praticamente montamos um laboratório
no palco", define Junior. "Gosto muito do rock, e foi uma experiência
incrível com o Nove Mil Anjos, mas hoje estou muito satisfeito
com a música eletrônica".
Completam a formação do Dexterz o DJ Julio Torres e Amon Lima, cunhado de Sandy
e violinista da Família Lima, todos cercados de fios e plugados
em seus laptops. "Quase tudo é feito na hora. A gente entra no
palco e nem sabe o que pode acontecer, depende da reação da galera
na pista. É um projeto de muito improviso, por isso cada show
é completamente diferente do outro" detalha Junior, responsável
pela bateria no grupo.
Cybermaníaco
Viciado na Internet e totalmente conectado às redes sociais,
ele bem sabe que nem tudo na web é bacana, e lembra que foi
vítima da blogueira conhecida como Felina, que, em 2009,
publicou um vídeo seu e de outros famosos, com os quais
alegava ter
feito sexo virtual e tido conversas picantes. "Adoro o mundo digital. Hoje em dia, é muito
interessante estar ligado nas redes sociais, principalmente na
minha profissão, mas é preciso saber usar. É um mundo em que
tudo é muito rápido e superficial. Quando se está escondido atrás
de seu computador, nego se vê muito à vontade de soltar vontades
reprimidas. E tem muita gente amarga na Internet, muita gente
que usa isso para expor as pessoas. Mas se eu fosse ligar para
o que todos falam à minha volta, eu ficaria maluco, deprimido,
ou me tornaria o cara mais arrogante do mundo", avalia.
Junior, porém, não tem do que reclamar neste
seu momento nerd. O mercado da música eletrônica tem lhe garantido
felicidades suficientes para não sentir saudade nem das grandes
plateias e dos recordes de vendas que desfrutava quando atuava
ao lado da irmã.
"É um mercado enorme, e que me surpreendeu.
O público é principalmente feminino, uma galera de vinte e poucos
anos, que gosta de frequentar boates. Sempre dá muita mulher
nos nossos shows, acho que por ser bastante melódico, graças
ao violino
do Amon", conta.
"Confesso que, na verdade, ainda me sinto
mais à vontade cantando para cinco mil pessoas que para 500.
Fiz isso a minha vida inteira, era só estádio. Tive que me reeducar
como artista para tocar em lugares mais intimistas, onde a proximidade
com o público é direta e as pessoas até encostam em você", descreve.
E com essa mulherada toda na plateia bem pertinho
de você, Junior, a azaração rola solta? "Lógico, não tem como
não rolar. Isso faz parte até da profissão. Não seria hipócrita
de falar que não é divertido, mas na banda tem até gente casada,
e nosso foco principal é a música", desconversa Junior, que,
registre-se, diz que está solteiro.
Sandy eletrônica
Antes de Junior entrar para o grupo, o Dexterz se chamava
Crossover e era integrado apenas por Julio Torres e Amon
Lima. Curiosamente,
o único disco do duo, 'Humanized', traz a participação de
Sandy, na faixa 'Scandal'. É a primeira, e por enquanto
única, aventura
da cantora pelo universo eletrônico. Mas, se depender do
irmão, ela pode voltar ao gênero.
"A Sandy chegou no estúdio e ela mesma fez a música em dez
minutos, e o negócio ficou muito f... Ela nem tem noção
disso, mas leva
muito jeito para a música eletrônica. O palco do Dexterz
vai estar sempre aberto para ela", convida o irmão. Será que a famosa dupla familiar voltará a
atuar, desta vez em versão turbinada? Junior sente saudade dos
grandes shows que fizeram. "No Maracanã e no Rock In Rio foram
os momentos de maior emoção e adrenalina que senti em cima de
um palco", festeja, apesar de terem sido criticados na época
do festival de rock, em 2001, por não serem uma atração do gênero.
"E olha que estávamos em nossa fase mais pop. Amo o rock, mas
tem que botar mesmo o som que a galera quer ver, e o Brasil é
um país eclético, com muitas vertentes musicais", decreta Junior.
Enquanto Sandy não dá uma canja com o Dexterz,
a banda prepara seu disco de estreia: "Já começamos a produzir
algumas faixas, mas por enquanto estamos mais focados nos shows". |