(18/12/2011) Vídeo:
Sandy conta "O que viu da vida", no Fantástico de 18/12
São 28 anos de idade, 21 anos de carreira, mais de 17 milhões de discos vendidos,
1,7 mil shows, 1,3 mil fã-clubes e mais de 500 participações
em programas de TV. Sandy Leah Lima cresceu diante das câmeras
e neste domingo (18) conta o que viu da vida.
A cantora conta como começou a cantar. Seu pai, Xororó, e o tio dela, Chitãozinho,
estavam se apresentando em um programa de televisão e o apresentador
perguntou se eles não tinham nenhum parente que cantava. Foi
quando Chitãozinho falou que os sobrinhos sabiam cantar. Foi
assim, 1989, que Sandy entrou para o mundo da música.
Ela também revela como foi se tornar cantora
tão nova. Aos 7 anos, ela gravou o primeiro disco. E aos 8, já
estava fazendo turnê pelo Brasil. “Eu tive sorte de estar bem
estruturada, de conseguir lidar com tudo isso e sair uma pessoa
normal. Pode dar uma coisa errada. Tem gente que começa criança
e não vai por um caminho tão bacana, porque ser famosa criança
não é muito fácil. Pode mexer muito com a cabeça de uma pessoa
e do adolescente”, declara.
“A vida muda o tempo inteiro. Então, acho
que a gente não pode nem se iludir demais, ficar confortável
demais com as nossas vitórias e nem ficar triste demais, arrasado
demais com as nossas derrotas, porque tudo isso muda, tudo isso
passa. E ter essa certeza de que vai passar é confortante”, declara
a cantora.
Sandy falou ainda sobre a separação da dupla
que mantinha com o irmão Júnior e sobre o momento atual da carreira:
“É engraçado, a gente fez um caminho inverso. A gente começou
muito famoso e grande para depois se tornar um pouco menor. Eu
fiz show para 1,2 milhão, eu vendi 3 milhões de cópias nos tempos
áureos das vendagens de disco. Eu comecei grande e hoje em dia
eu escolhi fazer show para 2 mil pessoas, eu escolhi fazer um
tipo de música que vende no máximo 100 mil cópias”.
No quadro “O que vi da vida”, ela falou ainda
sobre a fama. “Se eu pudesse viver de música, ganhar meu dinheiro,
fazer meu trabalho, sem ser famosa, eu acho que eu escolheria
isso, porque ser famosa dá trabalho. Eu acho que o lado ruim
do sucesso, do êxito, de fazer um trabalho que deu certo, é a
fama. A fama atrapalha bastante a viver”, comentou a cantora.
“Uma coisa que acontece muito também é que muitas pessoas acabam
me tratando, e não só a mim, mas outros artistas também, como
personagens. Isso me incomoda demais”.
A cantora comentou sobre ter sua imagem atrelada
à virgindade: “Eu acho estranho as pessoas ainda falarem em virgindade
sabendo que eu tenho 28 anos e que eu sou casada. Parece que
estão querendo fixar essa imagem para sempre. Por que não deixar
o tempo passar? Por que não deixar ter a percepção das coisas,
como elas são, como elas mudam?”.
“Eu não tenho problema de falar sobre sexo.
Eu sou um ser humano normal. Todo mundo fala de sexo, e eu não
posso. Eu nem de uma maneira pessoal. Eu emito uma opinião sobre
sexo, e as pessoas ficam chocadas. Existe um falso moralismo
uma certa hipocrisia, no país do carnaval, da bunda. Eu quero
ser eu. A vida é muito curta para você ficar brincando de personagem,
fazendo o que você não quer fazer, sendo quem você não é, só
para as pessoas pararem de falar certas coisas sobre você. Deixa
falar. Eu sou eu, e pronto, acabou”, disse a cantora.