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Após anunciar a separação da dupla com sua irmã Sandy, Junior Lima iniciou sua
nova empreitada, o grupo Nove Mil Anjos. Com alguns nomes já
familiares da cena brasileira, como Peu, ex-guitarrista da
cantora Pitty, e Champignon, ex-baixista do Charlie Brown Jr.,
o músico assumiu as baquetas da nova banda e se diz preparado
para enfrentar as críticas, que inclusive já atingiam o projeto
antes mesmo do lançamento de seu primeiro álbum.
"Qualquer coisa que eu fosse fazer
eu tinha que estar preparado para isso. Qualquer gênero que eu
quisesse fazer ia rolar comparações", disse Junior em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira, em São Paulo. "É normal. No começo eu era 'o filho do Xororó'. Depois a parada cresce e as coisas
mudam", completou.
Com o sucesso de todos os projetos anteriores,
os músicos ainda afirmaram que se preocuparam em fugir da sonoridade
de suas ex-bandas. "A gente procurou não repetir nada", diz o guitarrista Peu. Já Champignon, também já se mostra preparado para a
pressão dos fãs que seguiam seus antigos grupos. "Se começar com 'toca Charlie Brown, toca Pitty', vai no show deles", disse.
No quarteto, o rosto novo é do vocalista Perí,
que tem contato com a música de forma diferente. Além de cantor,
também já teve passagens por alguns musicais como Rent, montado
no Brasil em 1999. "A gente não queria ninguém parecido com o Chorão ou a Pitty. Ele tava preparado
pra enfrentar o monstro de frente", explicou Champignon.
Independente
Mesmo já com alguns nomes familiares na indústria, a banda
Nove Mil Anjos optou lançar seu álbum de estréia através
de um selo
independente e uma distribuidora relativamente pequena. Para
os integrantes, que admitem terem sido sondados por grandes
gravadoras, a opção é uma forma de "tomar
conta do trabalho". "Apesar de todas as experiências
negativas e positivas, a gente não teve preconceito em ouvir
nenhuma proposta. A gente percebeu que na nossa situação a gente
teria qualidade suficiente para lançar o CD de forma independente.
Tomar conta melhor do nosso trabalho", conta Peu.
Antes mesmo do lançamento físico do CD ou
das faixas serem disponibilizadas na Internet, o grupo apostou
em algumas táticas de divulgação e marketing viral. Sem o apoio
de uma gravadora, os integrantes se enrolaram ao responder de
onde vinha o dinheiro desse apoio.
"A gente se organizou de um jeito
que conseguiu atrair alguns parceiros", limitou-se o guitarrista Peu. "A gente vai tentar fazer a coisa de várias maneiras, das mais variadas possíveis", completou Junior. |