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Divulgação
O nome é Dexterz e o som é eletrônico. Poderia ser mais entre tantos projetos
da área, mas é nada menos que a mais nova empreitada de Junior
Lima, depois do fim de sua banda Nove Mil Anjos. O projeto
é uma parceria com o DJ Julio Torres e o músico Amon Lima.
Julio é amigo de Junior faz tempo e Amon é seu concunhado.
Julio e Amon já fazem música (e sucesso) juntos há um bom tempo
como
Crossover (e foi no álbum do Crossover que a irmã, Sandy fez
sua primeira e, até agora, única aventura pela música eletrônica).
O trio tocou no BBB 10 como Crossover + Junior Lima. Com o
nome
de Dexterz, realizaram algumas poucas apresentações pelo país,
sem fazer muito alarde.
Julio Torres, residente do D-Edge há cinco anos e DJ requisitado pelo Brasil,
contou mais ao Bate-Estaca por email. Confira a entrevista:
Como
surgiu a ideia desse projeto Dexterz?
Fomos convidados a tocar no Cool
Awards de 2008, onde o Crossover ganhou o prêmio de melhor
álbum nacional e convidamos o Junior
Lima para tocar com a gente. O resultado foi surpreendente
para nós e para as pessoas, desde então, fizemos algumas festas
juntos,
até que surguiu a ideia de termos um projeto paralelo ao Crossover.
Como
vai ser o som? Quem vai fazer o quê?
Basicamente House, mas tocamos
muitos clássicos no meio do set e estamos querendo misturar
sons mais quebrados como
Drum & Bass
e Dubstep, que estamos introduzindo aos poucos porque é muito
difícil das pessoas entenderem esta sonoridade. Além disso,
bastante elementos de disco, já que temos o Junior que, além
da bateria,
vem disparando vários samples.
Que
artistas/DJs eletrônicos são referência para vocês?
Para o projeto, nossas referências
são muitas, como: 6th Borough Project, Joris Voorn, Daft Punk,
Todd Terje, Scream, Lusine,
Drumagick e Mutemath.
O
Junior estava numa banda de rock até pouco tempo. Como foi
convencer ele a fazer música
eletrônica?
Achamos ele um músico excelente, e a eletrônica já fazia
parte das coisas que ele escutava, tudo surgiu muito
naturalmente. Ele inclusive tem pesquisado bastante a
respeito e até
nos
dado dicas de artistas que descobriu.
Você
me contou que andou saindo
muito com o Junior em baladas. Fale um pouco sobre
onde foram, o que viram etc.
Fomos ao Winter Music Conference (mega-evento da indústria
da dance music em Miami) com intenção de visualizar
o mercado de
forma mais ampla, fomos ver artistas de gabarito que
pudessem de alguma forma nos influenciar. Vimos gente
como DJ Sneak,
Joris Voorn, Nic Fanciulli, Josh Wink e por aí vai.
O Junior sempre
está nas festas legais quando está por aqui e até fora,
esteve no Coachella ano passado, por exemplo. Num sábado
recente,
esteve no Hot Hot com a gente num set especial de experimentos
com Dada
Attack.
Vocês
acham que muita gente vai torcer o nariz ao ver o Junior fazendo
música eletrônica?
Isso sempre rola quando chega um projeto novo no
mercado, mas hoje em dia bem menos. Também não nos
preocupamos
muito com
isso, estamos aí pra fazer música e mostrar nosso
trabalho que garanto:
será sério e interessante. Acho que as pessoas têm
que opinar depois de assistir ou ouvir a música.
Quando é que vocês farão apresentações ao
vivo?
Já temos apresentações marcadas até o fim do ano, inclusive nos
EUA, mas o projeto estreia oficialmente dia 26 de junho na Anzu
CLub, em Itu.
E
a Sandy, periga dar uma canja nesse projeto?
Seria demais fazer algo com a Sandy que é uma cantora incrível.
Mas agora ela está com disco novo e muito trabalho pela frente.
Você pode conferir a agenda Dexterz clicando aqui. |