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O trabalho é solo, mas Sandy não está voando sozinha. Em Manuscrito, primeiro
álbum da cantora sem o irmão, ela conta com o apoio do - adivinhe
só - próprio Junior e de seu marido, Lucas Lima, para pela
primeira vez, ter "liberdade de criação", segundo as palavras dela própria. "Eles me conhecem e não iriam trair quem sou", analisa a cantora de 27 anos na coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira
(27).
Muito diferente do que a música que lhe consagrou,
Sandy apresenta 11 novas músicas, em um formato mais intimista,
em que destaca-se sua voz e seu novo instrumento predileto: o
piano. A pressa está longe de ser um elemento presente na nova
carreira. Não só pela música em si, calma na grande maioria dos
momentos (salvo uma batida rock criada pelo irmão, em Quem eu
sou), mas também pelo tempo que o álbum levou para ser feito.
Foram mais de dois anos entre o fim da carreira com o irmão e
a entrada em estúdio.
A tranqüilidade continua, pelo menos por enquanto. "Na
teoria estou disposta a lidar com isso (o álbum fazer sucesso
ou não), mas na pratica não sei", diz, no documentário em DVD que acompanha o álbum. Ela também diz não saber
para onde a carreira irá caminhar. "Não sei que público vou atingir. Quero o público que me quiser", responde, com a segurança e a maturidade de quem vive da música há 20 anos.
"Esse papo de 99% transpiração
e 1% inspiração não funciona para mim. Gosto de quando vem aquela
inspiração e faço a letra em cinco minutos", diz. A própria confessa não saber até quando poderá sentir-se "leve" assim, já que a mudança na sonoridade ainda precisa ser aprovada pelo público,
seja ele pequeno ou grande.
"Acho que as pessoas não comprarão
(o álbum) se não gostarem realmente. As vezes até o fã vai baixar", comenta, sobre a atual situação das vendas no mercado fonográfico, apesar de
também anunciar que a pré-venda do CD já chegou as 50 mil cópias.
Para Sandy, sentir as pessoas e as canções
de Manuscrito ao vivo, também levará mais algum tempo. "Só no final do ano", anuncia, apesar de já ter uma banda pronta com cinco músicos. Ela acha que
tem poucas músicas para um show e pode incluir algumas canções
da época com o irmão. Mas nada está definido até agora. A transpiração
para decidir é desnecessária.
É com a certeza de que não precisa provar
mais nada para ninguém além de si própria - talvez a única entre
tantas indecisões sobre seu futuro - que a mais nova cara da
MPB apresenta-se, aos fãs (quais serão? Ela mesma ainda vai descobrir),
com Manuscrito, no próximo dia de 7 maio.





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