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O Brasil inteiro falou de Sandy nos últimos dois dias. Desta
vez, porque a cantora que nos acostumamos a classificar como
“boa moça”, “certinha” e adjetivos similares, foi escolhida
como garota-propaganda de uma cerveja cujo nome indica na
direção diametralmente oposta, a Devassa. Detalhe: substituindo
ninguém menos que a abilolada socialite americana Paris Hilton.
Num comercial que estreou ontem nos intervalos da novela “Insensato Coração”,
Sandy apareceu dizendo: “Todo mundo tem um lado devassa. Inclusive
eu.” Estima-se que tenha recebido 1 milhão de dólares pelo trabalho
— quantia que ela não comenta.
Veja São Paulo — Seu lado devassa pareceu
muito comportado, não?
Sandy — Sabia que críticas choveriam de toda parte. Estava muuuito
preparada psicologicamente pra isso. Não entrei nessa carreira
ontem... São 20 anos lidando com imprensa e público. Li algumas
coisas de que não gosto muito, mas a repercussão tem sido mais
positiva, e isso me deixa muito feliz, claro. Estou contente
de ter feito a campanha. As pessoas julgaram errado, antes de
ver o comercial. Pensaram que eu seria a Paris Hilton. Óbvio
que não seria assim pois, aos olhos do público, eu sou o oposto
dela.
Veja São Paulo — O que você não gostou de
ler, por exemplo?
Sandy — Que a minha imagem é errada para associar a uma marca
de cerveja. Foi a mídia que construiu essa imagem para mim. Sempre
me pintaram como a moça comportada.
Veja São Paulo — Mas você é comportada.
Sandy — Não! Claro que não! Sempre falaram disso em entrevistas
e minha resposta era a de que sou uma pessoa normal. Acham
que sou uma princesa encastelada, que nunca namorei, que nunca
transei... O fato de nunca ter sido fotografa chorando, bêbada
ou brigando com namorado não quer dizer que não tenha tido
meus tombos. A diferença é que minha vida é minha e a preservo
pra mim.
Veja São Paulo — Algum dia achou que sua imagem
de certinha renderia 1 milhão de dólares?
Sandy — Ninguém falou no meu cachê, nem desse valor. Mas não,
jamais pensei que essa imagem de que nunca gostei me traria algo
de positivo. Amei fazer a campanha e, óbvio, o dinheiro foi ótimo.
Mas não topei só por isso. Já recusei propostas que trariam muito
dinheiro.
Veja São Paulo — Agora que seu lado mais apimentado
veio à tona, alguma chance de você posar nua para a PLAYBOY?
Sandy — Continuo sendo a mesma artista. O cabelo loiro não mudou
nada nas minhas atitudes. Acho o máximo mexer com o imaginário
das pessoas e tenho um lado sensual, sim, mas não preciso explorar
isso. Posar nua é algo que não farei, pelo menos por enquanto.
Veja São Paulo — Devem ter rolado brincadeirinhas
de gente chamando você de devassa e coisa do tipo. Seu marido
não se incomodou?
Sandy — Nem um pouco. Se tem uma coisa bem humorada, como nesse
caso, ele acha o máximo. Ele tem até retuitado algumas coisas
que escreveram. E me adorou loira.
Veja São Paulo — Quando tingiu o cabelo?
Sandy — Na sexta da outra semana. Passei vários dias me desdobrando
para não me verem com o novo visual.
Veja São Paulo — Numa entrevista que circula
pelo YouTube você aparece dizendo que não gosta de cerveja. E
aí, como fica?
Sandy — Realmente disse isso. Sou adepta das bebidas mais doces.
Fiz uma pesquisa com quem entende do produto, meus amigos e todos
disseram que gostam. Pra ser bem sincera, experimentei antes
do contrato e confesso que gostei, achei uma ótima cerveja.
Veja São Paulo — Pra ser sincera mesmo, né?
Não é o cachê pesando na resposta.
Sandy — Na campanha eu não apareço falando “faça como eu”, do
mesmo jeito que o Bruce Willis fez comercial de curso de inglês
e obviamente nunca estudou lá. Aposto que o Zezé Di Camargo não
compra todas as coisas dele naquela loja que ele faz propaganda.
O que eu digo é: “Se você vai beber, experimente a Devassa.”
E que todo mundo tem um lado assim, inclusive eu. Eles me contrataram
pra isso. Pra fazer barulho. |